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25 de setembro de 2026 por Ágil

5 Erros no Imposto de Renda que Podem Gerar Multa (Parte 2): Você Está Cometendo Algum Deles?

5 Erros no Imposto de Renda que Podem Gerar Multa (Parte 2): Você Está Cometendo Algum Deles?
25 de setembro de 2026 por Ágil

Assista ao vídeo original abaixo, ou continue lendo o resumo escrito:

Se você já ouviu falar em malha fina (aquela “peneira” que a Receita Federal usa para identificar informações erradas ou suspeitas na declaração), sabe que ninguém quer cair nela. E o pior: muitos dos erros que levam alguém a esse problema são simples de evitar, desde que você saiba onde estão as armadilhas.

Este é o segundo artigo de uma série baseada em vídeos do canal Contador Sincero, do contador Jobson, fundador da Ágil Contabilidade. No primeiro vídeo ele já tinha apontado cinco erros comuns. Agora, mais cinco falhas que ele vê na prática — porque ele e sua equipe fazem centenas de declarações todos os anos e sabem exatamente onde as pessoas costumam se enrolar.

Vamos direto ao ponto.

1. Informar despesas médicas que não existem ou são indevidas

Esse foi um dos erros que mais gerou dor de cabeça na última temporada de declarações. Muita gente passou a informar recibos médicos falsos ou incorretos, na esperança de aumentar as deduções e pagar menos imposto (ou aumentar a restituição).

O problema é que a Receita Federal cruza essas informações com os dados enviados pelos próprios profissionais e clínicas de saúde. Se o que você declarou não bate com o que foi informado do outro lado, a bandeira sobe.

Um exemplo clássico: você comprou um remédio para dor de cabeça na farmácia, sem estar internado ou em tratamento continuado, e tenta lançar esse gasto como despesa médica dedutível. Isso não é permitido. Despesas com remédios só entram na declaração em situações específicas, como durante uma internação hospitalar.

Durante alguns anos, esse tipo de erro passou batido. Mas os sistemas de cruzamento de dados da Receita estão cada vez mais precisos, e isso tem pego cada vez mais gente.

O que fazer

  • Só declare despesas médicas que você realmente teve e que possuem comprovante válido;
  • Guarde todos os recibos e notas fiscais organizados;
  • Na dúvida se um gasto específico pode ou não ser deduzido, confirme com um contador antes de lançar.

2. Esconder bens e patrimônio na declaração

Esse é, talvez, um dos erros mais delicados — e também um dos mais desnecessários. Muita gente tenta esconder bens (colocando no nome de terceiros, simplesmente não declarando, etc.) achando que assim vai “escapar” de pagar imposto.

Só que existe um detalhe importante: você não paga imposto por ter bens. O que gera imposto é o ganho, a renda. Então esconder patrimônio não traz vantagem tributária nenhuma — só cria problema.

E o problema é justamente esse: se você foi acumulando patrimônio ao longo dos anos sem declarar, e um dia decide “regularizar” tudo de uma vez, a Receita vai comparar a evolução patrimonial com os rendimentos declarados. Se de um ano para o outro seu patrimônio subiu, por exemplo, R$ 900 mil, mas você declarou ter ganhado apenas R$ 50 mil no período, essa conta não fecha — e vai gerar questionamento.

A Receita Federal tem investido cada vez mais em sistemas automáticos para identificar esse tipo de descompasso entre patrimônio declarado e renda informada.

A forma correta de lidar com isso

O ideal não é esconder, e sim declarar seus bens da maneira correta desde o início. Existem formas de regularizar patrimônio de anos anteriores sem necessariamente se prejudicar, mas isso exige avaliação caso a caso com um profissional — não é algo para fazer “no achismo”.

3. Misturar pessoa física com pessoa jurídica

Esse é um erro clássico entre quem tem CNPJ, mas ainda trata o dinheiro da empresa e o dinheiro pessoal como se fossem a mesma coisa. E na hora de declarar o Imposto de Renda, essa confusão aparece.

Se você é empresário ou empreendedor digital, é fundamental entender a diferença entre:

  • Pró-labore: é o “salário” que você retira da empresa como sócio que trabalha nela. Sobre o pró-labore incide imposto de renda, seguindo a tabela normal, caso ultrapasse o limite de isenção;
  • Dividendos: é a distribuição do lucro da empresa aos sócios. Atualmente, na maior parte dos casos, dividendos não são tributados na pessoa física — mas há discussões e mudanças em andamento sobre tributação de valores mais altos distribuídos mensalmente. Como esse é um tema que pode mudar, o ideal é sempre confirmar com seu contador qual é a regra vigente no momento da sua declaração.

O que vai para a sua declaração de pessoa física são exatamente esses valores: pró-labore e dividendos recebidos. Os ganhos da empresa em si (faturamento, despesas do negócio) pertencem à declaração da pessoa jurídica, não à sua declaração pessoal.

Manter essa separação clara evita retrabalho, evita erro de lançamento e evita que a Receita questione de onde veio determinado valor.

4. Deixar a declaração para a última hora

Esse é um erro que parece inofensivo, mas pode custar caro de várias formas diferentes.

Primeiro, o mais óbvio: se você tem direito a restituição, ela vai demorar mais para chegar, porque o lote de pagamento geralmente segue a ordem de entrega das declarações.

Segundo: se faltar algum documento — um informe de rendimentos que a empresa não enviou, um comprovante que você não achou — fazer isso em cima da hora aumenta MUITO a chance de você entregar a declaração incompleta ou errada, e precisar corrigir depois (o que chamamos de declaração retificadora).

E aqui vai um alerta prático, direto da experiência do próprio Jobson: mesmo sendo contador e conhecido no meio bancário da sua cidade, ele mesmo deixou a declaração para a última semana em um determinado ano. Precisou retificar depois. Meses mais tarde, ao tentar comprovar renda para comprar um imóvel, teve dificuldade e demora no processo justamente por conta dessa retificação — mesmo tendo uma vida financeira organizada.

Isso acontece porque instituições financeiras costumam olhar com mais atenção para declarações retificadas na hora de analisar crédito. Não significa que você não vá conseguir aprovação, mas pode gerar atraso e burocracia extra exatamente no momento em que você precisa de agilidade.

Resumindo

  • Entregar na última hora aumenta o risco de erro;
  • Erro leva à necessidade de retificação;
  • Retificação pode gerar desconfiança em análises de crédito no futuro;
  • O ideal é reunir os documentos com antecedência e entregar a declaração assim que estiver tudo certo, sem precisar correr contra o prazo.

5. Não contratar um profissional quando você precisa de um

Se você tem uma situação simples — uma única fonte de renda, sem bens complexos, sem CNPJ — e já sabe fazer sua própria declaração há anos sem problema, ótimo. Não é regra que todo mundo precise de contador para isso.

O alerta aqui é para quem tem uma situação mais complexa (renda de afiliado, criador de conteúdo com CNPJ, e-commerce, múltiplas fontes de renda, bens no exterior, etc.) e resolve economizar contratando “quem faz baratinho”, como aquele conhecido que faz declaração há anos, mas nunca lidou com um cenário parecido com o seu.

Na prática, boa parte dos clientes que chegam a uma contabilidade já com estresse e problema na Receita vieram justamente desse caminho: contrataram alguém sem experiência com o tipo de declaração mais detalhada que precisavam, e o resultado foi erro, malha fina, multa e muita dor de cabeça para corrigir depois.

Se alguém está cobrando um valor muito abaixo do mercado para fazer sua declaração, vale desconfiar — principalmente se sua situação envolve CNPJ, múltiplas fontes de renda ou patrimônio mais complexo. Às vezes o “barato” de hoje se transforma em um problema caro de resolver mais tarde.

Se você ganha dinheiro pela internet — seja como criador de conteúdo, afiliado, infoprodutor ou com uma loja virtual — sua declaração provavelmente tem mais camadas do que a de um assalariado comum, e vale a pena contar com quem já lida com esse tipo de situação no dia a dia.

Como a Ágil Contabilidade pode ajudar

A Ágil Contabilidade é especializada justamente no público que ganha dinheiro pela internet e costuma ter dúvidas específicas sobre como declarar corretamente pró-labore, dividendos, bens digitais e outras particularidades desse universo. Se você quer entregar sua declaração com tranquilidade, sem deixar passar nenhum detalhe, entre em contato com a equipe da Ágil Contabilidade e evite dor de cabeça com o Fisco.

Perguntas frequentes

Posso ser multado só por causa de um erro de digitação na declaração?

Erros simples de digitação, na maioria das vezes, podem ser corrigidos com uma declaração retificadora, sem multa. O risco de multa surge principalmente quando há omissão de renda, informação falsa ou inconsistência que gere questionamento da Receita.

O que é declaração retificadora e ela gera multa?

É a correção de uma declaração já enviada. Em geral, retificar antes do prazo final ou logo após identificar o erro não gera multa por si só, mas pode chamar atenção em análises de crédito futuras, como mostrou o próprio Jobson na experiência dele.

Preciso declarar todos os meus bens, mesmo os de baixo valor?

Existem limites de valor abaixo dos quais alguns bens não precisam ser detalhados individualmente na declaração. Como esses valores podem ser atualizados, o ideal é confirmar com um contador qual é a regra vigente no ano da sua declaração.

Dividendos de empresa realmente não pagam Imposto de Renda?

Atualmente, na maior parte dos casos, dividendos distribuídos aos sócios não são tributados na pessoa física. Porém esse é um tema que pode sofrer mudanças, então vale sempre confirmar a regra atual com seu contador antes de fazer a declaração.

Vale a pena fazer minha própria declaração se eu tenho CNPJ?

Se sua situação envolve pró-labore, dividendos, mais de uma fonte de renda ou patrimônio mais complexo, o risco de erro aumenta bastante. Nesses casos, contar com um profissional especializado tende a evitar problemas maiores no futuro.

Fale agora com a Ágil Contabilidade no WhatsApp e tire suas dúvidas sobre contabilidade para economia digital.

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